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Estou farto de meus sonhos. Poucos deles são conexos. A maioria é sem sentido e entediante. Enquanto durmo sou um mero agente ou simples espectador, sem capacidade de analisa-los. Gostaria de não mais acordar para não ter que ficar pensando neles.
Escrito por lemosfreire às 11h44
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MICROCONTOS
Ele estava perdido no lugar. A bala também. Ambos se encontraram. Eu sei, a preferência era dele, mas meu carro é novo! Seus filhos, tristes na sala. Seus credores, mais ainda. Sua mulher, encobria um sorriso com o lenço.
Sempre desejou tratamento especial. Ficou feliz ao ser transferido para a penitenciária modelo.
Escrito por lemosfreire às 17h59
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Gerdália era realmente uma menina triste e complexada. Seus pais resolveram lhe dar este nome em homenagem aos avós maternos, Gerson e Idália. Desde quatro anos de idade, quando começou a entender as coisas, Gerdália notava uma certa ironia quando as pessoas perguntavam a ela seu nome, pedindo para que o repetisse várias vezes, sempre com um indisfarçado sorriso nos lábios. Já com oito anos, na escola, na sua rua, em qualquer lugar que estivesse, era sempre torturada com gritos ou sussuros, em coro ou não, do bordão “Gentalha, Gentalha...”. Com doze anos, a menina passou a exigir dos pais um modo de trocar de nome, pois já não aguentava o isolamento provocado pelo seu estranho nome. Após uma ameaça de greve de fome, Dalinha (até este apelido sugeria chistes maliciosos) foi levada ao Forum da cidade, onde, em audiência com o Juiz, solicitou aos prantos, que lhe permitisse a mudança de nome. O magistrado, sensibilizado com a situação, tentou tranquilizá-la, assegurando-lhe o pleno direito da pretendida troca. Perguntou-lhe então, qual o nome que Gerdália gostaria de adotar a partir dalí. A menina, num largo sorriso, abriu sua bolsa e, com um gesto teatral, passou a ele um pequeno pedaço de papel. Nele estava escrito: NYCCOLLYHANNACINDYBARRBBERA.
Escrito por lemosfreire às 16h22
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A crise mundial (para leigos).
Robert Taylor da Silva e seus dois amigos, todos saídos de uma prestigiosa universidade de economia, resolveram por em prática uma verdadeira revolução capitalista no bairro, misto de classe média e pobre onde moravam. O comércio local, tradicional, com acanhadas lojas de produtos para consumo imediato, a preços nada competitivos com as grandes lojas do centro, propiciava a seus donos um lucro limitado, como se recebessem um salário, reajustado apenas quando a renda mensal de seus freguezes era aumentada, uma vez que o aumento da densidade populacional do local, não era mais possível. A fórmula dos amigos para o desenvolvimento do bairro, e consequentemente, lógico, o enriquecimento do trio, e fazendo da primeira meta apenas um meio de alcançar a segunda, montaram um esquema para angariar numerários necessários ao empreendimento. As vendas de cotas de participação no futuro empreendimento, tomadas de empréstimos com promessas de altos juros, aliadas à credibilidade que suas famílias possuiam no bairro e à eloquência do “economês” dos jovens, tudo isso passou a dar corpo aos projetos. Foi formada uma espécie de leilão de compra e venda das ações e aplicações no negócio, que muitos chamavam de Bolsa. O local onde seria instalado o grande e moderno Centro de Consumo, não foi muito difícil de arranjar. Com um jeitinho político, uma área municipal central do bairro, originariamente destinada à construção de um Centro Escolar e Esportivo, mas que nunca passou de vários campos de “pelada”, de ocupações irregulares e encontros amorosos, foi gentilmente cedida pelo Prefeito com prazo de 15 anos, desde que seu nome constasse na placa da inauguração. E as concorrências para construção começaram, com direito a vários comentários elogiosos de especialistas, nos jornais, rádios e televisão. Ganhavam sempre fornecedores que ofereciam os maiores prazos para recebimento, de preferência, comerciantes locais. A construtora, montada às pressas por engenheiros moradores do local, recorria sempre da mão de obra e serviços disponíveis no bairro, aumentando significativamente a oferta de empregos e serviços. Com tudo isto o prestígio do trio empreendedor aumentou, e as obras ganharam maior impulso ainda quando Robert convenceu “seu” Dedão, o contraventor da área, que ele poderia passar a ser chamado de empresário, grande amigo do bairro, ao invéz de “bicheiro”. Seu capital seria “lavado” atravéz de aplicações de médio prazo. Finalmente, em discurso que ressaltava o dinamismo da iniciativa privada, em contraste com a capacidade de realização dos governos, foi inaugurado “Consumers Choise”, com tudo que tinha direito. As lojas de departamento, venda de automoveis, boutiques, sapatarias, alimentação, supermercado, cinema, áreas de lazer e estacionamento, sob rígido controle econômico e financeiro do trio. A escolha dos fornecedores e das franquias era feita sempre preferencialmente, visando maior prazo de retorno de capital. Os preços aos consumidores eram em geral, mais atrativos do que os praticados nos grandes “shoppings”, e os juros nas compras a prazo, sempre menores que os concorrentes, através de financeira própria. A explicação era de que, os lucros do empreendimento seriam formados pelo retorno do capital arrecadado pelas vendas, em aplicações maciças e bem calculadas nas Bolsas de Valores. Sem condições de competição, o pequeno comércio familiar quebrou. A fama de vender barato alcançou os demais bairros do município. Freezers, ar condionado, computadores, véiculos, TVs, passaram do sonho à realidade para muitos, pelas facilidades de crédito. Raro era o dia em que se conseguia vagas no estacionamento. Linhas regulares de vans e kombis se estabeleceram. Até que os compromissos financeiros da direção do “Consumers Choise”, nome comercial da arapuca, foram pipocando nos diversos cartórios de protesto da cidade. Os lesados exigiam providências do governo, acusado de excesso de liberalidade para com as atividades privadas. Robert e seus dois amigos continuavam viajando “a negócios”, com roteiro ignorado, enquanto aqui, seus advogados tentavam protelar as ações judiciais contra os jovens economistas. Eu já soube de um caso semelhante a este, guardadas as devidas proporções, é claro, mas não me lembro em que país. Só sei que diziam que ele era o mais rico do mundo...
Escrito por lemosfreire às 19h39
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CAUSOS
Durante alguns anos, após o trágico acidente em que morreram seus moradores, a espaçosa casa dos Alves e Souza permanecia fechada. Os vizinhos evitavam de passar pelo seu portão depois do cair da noite, e as crianças nunca ousavam nela penetrar. Segundo eles, estranhos barulhos e gritos lancinantes eram ouvidos, até com sol a pino. Hipólito, jovem escriturário, recem casado com Dora, espantou-se ao saber do valor do aluguel, para ele mais em conta que qualquer outra moradia, e imediatamente fechou negócio com o sorridente e aliviado corretor, que omitiu os detalhes da história. Na primeira visita à casa, vários moradores das cercanias vieram avisar dos fenômenos ao jovem casal. Tanto Hipólito quanto Dorinha, se deliciaram com as histórias, sem qualquer demonstração de receio em morar alí. Eram agnósticos, jamais acreditariam em fantasmas. Ao entrarem para fazer uma limpesa geral, depararam com uma verdadeira manada de gatos. Eles se alimentavam de pássaros, seus ovos e filhotes, bem como ratazanas, muitas ratazanas. Era a explicação natural para os “fenômenos” pretensamente sobrenaturais. Tudo terminaria bem, se o casal não houvesse contraído coccidiose, transmitida pelos pombos, deixando vazia mais uma vez, a casa.
Escrito por lemosfreire às 18h19
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O FIM DO MUNDO
Finalmente, o dia exato. Hoje, 18 de fevereiro de 2038, às 15:23 hs., horário Greenwich, a Terra se desintegrará. Estudos apurados de uma equipe qualificada, composta pelos maiores especialistas em Apocalipse do mundo, chegaram à derradeira conclusão. Graças aos veículos globais de comunicação, a população mundial está tranqüila, aguardando o fim. As novelas tiveram seus últimos capítulos adiantados, os jornais traziam poesias em suas manchetes, no lugar de notícias sensacionalistas, todas as grandes mídias empenhadas no esforço para vender tranqüilidade. As bolsas pararam seus pregões. As lojas franquearam suas mercadorias aos consumidores, abolindo recebimento em cartões, cheques ou dinheiro. Os países ricos transportaram rapidamente todos os seus estoques de alimentos para as populações carentes de outras regiões. Cessaram guerras e guerrilhas. Os EUA trouxeram de volta ao país, todos os seus soldados combatentes no Iraque, Irã, Cuba, Bolívia, Venezuela, Paquistão, Antártida, Groenlândia, Complexo do Alemão e outras regiões conflituadas. Árabes e judeus abriram suas fronteiras em total confraternização. Todos os presos foram soltos num clima de paz. Afinal, não havia porque roubar ou matar. Toda a população mundial passou a falar a verdade, somente a verdade, o que sentiam e pensavam sobre seus pais, filhos, irmãos, cunhados, sobrinhos, sogros, vizinhos, síndicos, motoristas de vans, etc.. Neste ambiente de paz e despedida, apenas um grupo de parlamentares em Brasília mostrava-se preocupado. Afinal, eles ainda não haviam recebido as comissões das empreiteiras referente às obras aprovadas para este ano...
Escrito por lemosfreire às 11h25
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Vamos. Não podemos parar. Não se esqueçam das palavras do mestre. “O preço da conquista do poder é a eterna vigilância”. Vamos lá. Não deixem cair a peteca. Vamos recordar o mensalão, reviver o apagão aéreo. Uma delícia esta do possível (tem que ser possível mesmo) apagão da energia. Já conseguimos derrubar o CPMF, vamos derrubar mais, vamos deixar os caras à neném. Imagine querer aumentar imposto do pobre banqueiro, para dar a este povão ingrato e preguiçoso. Olha a febre amarela pintando aí gente. Bem trabalhada é um bom prato. Que tal explorar mais a campanha contra o 3° mandato? Deixa ele dizer que não quer. Vamos descobrir a origem do dinheiro do implante de cabelo do Dirceu. Temos que virar este placard. Apesar de tudo, o cara ainda está acima dos 40%. O quarto poder tem que funcionar. Alô Jabor, alô Barbero, a luta tem que continuar, se não, daqui a três anos o cara emplaca mais um “probrema” para nós. Se nada disto der certo, a solução será uma nova “Grande marcha com Deus pela Liberdade”.
Escrito por lemosfreire às 22h31
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MICROCONTOS
Voou nos sonhos, até bater nas montanhas da realidade.
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Moça, me dá sua bolsa? A faca é só pra impressionar...
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Vasto mar, água tépida, lindo sol, e de repente, dezenas de dentes em uma enorme boca escancarada.
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Mesmo após sua segunda morte, continuou não acreditando no sobrenatural.
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Então. Sou melhor ou pior que o seu marido?
Escrito por lemosfreire às 16h33
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Interessante e elucidativa, a pesquisa de popularidade da CPMF, mostrada com ênfase por um senador de mãos agitadas, do alto da tribuna. O país ficou sabendo que existe um imposto que não goza do prestígio e da aceitação do povo. Face a esta surpreendente revelação, sugiro que se faça aos moldes de " empresário do ano", ou quem sabe "miss Brasil", uma eleição popular para sabermos qual o imposto preferido pelos contribuintes. Seriam constituídas " torcidas organizadas", tipo " Força ICMS jovem", "IOF unida jamais será vencida", " Torcida Imposto de Renda", e outras. Desta forma, a cada fim de ano, o Troféu Imposto Meu Amor, seria entregue pelas mãos santas de um senador, com direito a desfile nas principais ruas de Brasília. Nada cobrarei, se algum parlamentar aproveitar-se desta idéia e apresentar projeto lançado O Dia do Imposto Querido,
Escrito por lemosfreire às 17h29
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MUITO BOM
Bom era quando o FMI mandava. Bom era quando o risco Brasil beirava os dois mil pontos. Bom mesmo era quando a inflação passava de 12% ao ano. Muito bom era quando não se precisava gastar a CPMF com pobres. Bom era quando a preparadíssima elite brasileira ditava os rumos. Quando a PF não combatia tanto os inteligentes, deixando para os pés de chinelo as honras da cadeia. Quando os “demos” da vida, podiam criar seus herdeiros políticos, as dinastias criadas desde os idos tempos. E os apagões, que beleza! Era quando o povo praticava o que mais gosta. Bom era quando em português castiço, os ministros anunciavam as vendas de estatais deficitárias. Bom era ter um presidente poliglota e com todos os dedos. Bom quando a gentalha ficava distante de assuntos que só interessavam à alta cúpula do pão de queijo. Resta agora procurar notícias, factóides, que possam amenizar a estagnação do país. A falta de erudição, a prática do populismo que só leva o povo a comer mais, sem a dependência dos “caciques”.
Escrito por lemosfreire às 16h34
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Certo dia, uma menina chamada Camila, ganhou um estojo de pintura de maquiagem de sua mãe. Como não achava que nada tinha para fazer, resolveu pintar o rosto de seu tio, que cochilava tranqüilamente no sofá da sala. Usou todas, e seu tio, em poucos minutos, foi transformando em um verdadeiro monstro da Lagoa Negra, e continuava a dormir, sem saber de sua transformação. De repente, a mãe da menina, a chamou no andar de cima, docemente:
– CAAAAAAAAAAAAAAAAAAMIIIIIIIIILAAAAAAAAAAAAAA!!!!! VEM JÁ ACABAR O DEVER DE CASA, Depois vem catar esta bagunça que você fez no seu quarto. Depois vem arrumar sua roupa, que está toda jogada. E vai tomar banho logo. Eu já falei pra você.
Camila subiu rapidamente, sem limpar o rosto de ser querido tiozinho. Foi quando a menina brincando na rua, como sempre bem em frente da casa, jogou uma bola por cima do muro. Vinicius, o dono da bola, tocou a campainha e gritou:
– Alguém por favor, pega minha bola, se não o Bráulio vai comê-la!
O tio da Camila acordou muito contrariado, pegou a maldita bola e abriu o portão para entregá-la ao menino gritão. Mas quando as viram aquela coisa horrível, com cara de monstro zangada, dispararam em correria, gritando SOOOOOOOOOCOOOOOOOOOOOOORROOOOOOOOOO!!!, e logo esbarraram com uma vizinha que adorava saber de tudo o que passava na vila.
– Tem um monstro horrível na casa da Camila, tia. Ela deve estar correndo perigo.
È mesmo, falou outra criança. Quando ele abriu o portão, eu acho que Camila amarrada e amordaçada.
– Então precisamos fazer alguma coisa. Vamos chamar o velho Lobo dos Mares, o Capitão Trancoso. O homem mais homem da Vila!
– Deixa comigo! Falou o Super Trancoso. Irei lá imediatamente com meu super cortador de unhas e meu feroz cão guardarei e libertarei Camila!
O valente homem partiu para a casa 29, disposto a cumprir mais uma missão de herói, seguido pela vizinha e a criançada. Tocou o interfone com vontade. Foi quando o tio da Camila, já havia acordado e lavado o rosto, o atendeu no portão.
– Que foi “ seu” Cícero, até o senhor enchendo meu saco nesta campainha, PÔ!, Não se pode ter privacidade!!!!.
Escrito por lemosfreire às 13h54
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Enfim um ganho maneiro. Um carrinho bom para render uma grana no desmanche do zé, quietinho alí no beco. Ganho fácil. Barra limpa, ninguém na área . No vidro na porta do motorista, um plástico com a palavra " perdemos". O inevitável pensamento: " Quem perdeu foi você, otário". A chave micha entrou fácil. Destrancou a porta e... A explosão foi ouvida num raio de um kilometro.
Escrito por lemosfreire às 14h15
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UM POEMA DE AVÔ PARA UMA NETA:
LINDA, CHARMOSA CAMILA A MAIS BONITA PARA A FAMÍLIA INTELIGENTE PRA XUXÚ ESTA SOBRINHA DO DUDU E ELA QUEM SEMPRE MANDA PUXOU A MÃE FERNANDA É MUITO CALMA, SERENA, PUXOU A VOVÓ DALENA DÁ MUITO ORGULHO PRA MIM ELA É NETINHA DO TIM.
Escrito por lemosfreire às 00h08
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MICROCONTO
A vida toda para chegar aqui. Um cachorro, um caixote e uma sombra no viaduto.
Escrito por lemosfreire às 17h58
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Lenta demais quando quero pressa
Rápida, muito rápida, quando não preciso.
Áspera, quando espero chão liso.
Escorregadia quando piso.
Mas, mesmo assim, gosto de ti.
Quando me deixar, sair pela janela,
Sentirei sua falta.
Alegria, tristeza e lida.
Muito mas prazeres que amargores
Mais recompensas que dissabores
Liga não, vida minha,
Fiquei velho, custei a crer, mas percebi.
Quando não tenho do que me queixar
Dano a reclamar de ti...
Escrito por lemosfreire às 15h24
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